
O mercado do boi gordo vive um momento de forte valorização em abril de 2026, com a arroba ultrapassando a marca de R$ 350,00, conforme indicadores do Cepea. O valor representa um recorde nominal, impulsionado principalmente pela oferta restrita e pela demanda aquecida.
Um dos principais fatores para essa alta é a redução na oferta de animais prontos para abate. Nos últimos meses, muitos produtores optaram por segurar o gado no pasto, aguardando melhores preços, o que diminuiu a disponibilidade no mercado.
Ao mesmo tempo, o Brasil mantém exportações de carne bovina em ritmo elevado, com destaque para o mercado da China, principal comprador da proteína brasileira. Esse cenário fortalece a demanda e sustenta os preços em níveis elevados.
Outro ponto relevante é a queda na qualidade das pastagens, comum neste período do ano em algumas regiões, o que impacta o ganho de peso dos animais e reduz ainda mais a oferta no curto prazo.
Apesar do cenário positivo para os pecuaristas, o setor acompanha possíveis riscos, como questões sanitárias internacionais, incluindo casos de febre aftosa, que podem afetar diretamente as exportações.
No mercado interno, a valorização já reflete no atacado, com alta no preço da carne bovina, podendo chegar ao consumidor final e impactar o custo de vida.
Especialistas apontam que, enquanto houver oferta limitada e demanda externa aquecida, os preços devem continuar firmes, embora fatores como clima e mercado internacional possam influenciar os próximos movimentos.