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NordVPN alerta: 91% das brasileiras já foram alvo de golpes

Estudo revela alta exposição das mulheres a fraudes digitais, impactos emocionais crescentes e desafios na adoção de ferramentas de proteção online.

Por: Redação Fonte: Agência Dino
10/04/2026 às 16h29

A NordVPN divulgou os resultados de um levantamento sobre fraudes digitais que afetaram mulheres no Brasil. O estudo, realizado entre 2022 e 2024, aponta que 91% das brasileiras foram alvo de ao menos uma tentativa de golpe financeiro online no período analisado. Cada participante registrou, em média, 15 tentativas de fraude, sendo que cinco delas ocorreram por aplicativos de mensagem, canal identificado como a principal porta de entrada para criminosos digitais.

A pesquisa, baseada em respostas de mais de mil mulheres de diferentes regiões do país, também investigou os tipos de golpes mais frequentes. Links para páginas falsas de login foram citados por 43% das entrevistadas, seguidos por pedidos falsos de dinheiro (32%), lojas virtuais fraudulentas (32%), mensagens de supostos centros de suporte ou bancos (31%) e ofertas de emprego inexistentes (30%). Boletos e pagamentos via Pix apareceram em 26% dos relatos.

No ambiente dos aplicativos de mensagem, o padrão se repetiu: 22% dos golpes envolveram links de login falsos e 20% consistiram em pedidos de dinheiro enviados por supostos conhecidos. A combinação de alta exposição digital e técnicas avançadas de engenharia social cria um cenário de vulnerabilidade constante.

"Os dados mostram que as mulheres estão cada vez mais expostas a golpes digitais sofisticados, especialmente em plataformas de comunicação amplamente utilizadas", afirmou Marijus Briedis, CTO da NordVPN.

Além das perdas financeiras, que afetaram 30% das participantes, o estudo registrou impactos emocionais. Cerca de 19% relataram piora no estado psicológico após o incidente, 11% sofreram bloqueio ou roubo de contas em redes sociais e 8% tiveram vazamento de fotos ou mensagens privadas.

Quanto ao valor das perdas, 45% das vítimas perderam até R$ 250, 26% entre R$ 251 e R$ 750 e outros 26% registraram prejuízos superiores a R$ 750.

Em termos de comportamento, as mulheres demonstraram maior cautela que os homens: 40% dos homens admitiram ter interagido com golpes, contra 29% das mulheres. Quase metade das mulheres (49%) optou por ignorar o contato suspeito.

Após sofrer uma tentativa de golpe, 46% das mulheres comunicaram o caso a familiares ou amigos, 37% divulgaram alertas nas redes sociais, 32% reportaram à plataforma ou ao banco e 20% formalizaram denúncia à polícia, indicando a existência de redes de apoio, embora ainda haja necessidade de soluções estruturais.

Apesar de 61% das entrevistadas se sentirem seguras ao usar aplicativos de mensagem, a adoção de ferramentas técnicas de proteção permanece baixa: apenas 14% utilizam autenticação multifator e 22% ativam bloqueios de conversa por PIN ou mensagens temporárias.

"Os impactos dos golpes digitais não se limitam ao prejuízo financeiro — eles afetam diretamente a confiança, o bem‑estar emocional e a sensação de segurança das vítimas. Embora muitas mulheres já adotem comportamentos preventivos, ainda existe uma lacuna importante na utilização de ferramentas técnicas de proteção", explicou Briedis.

A NordVPN também analisou dados globais do estudo NPT’25 (National Privacy Test). A pontuação média feminina foi de 52%, distribuída entre vida digital cotidiana (47%), conscientização sobre privacidade (47%) e capacidade de lidar com riscos digitais (64%).

Entre os pontos fortes, 96% das mulheres sabem criar senhas fortes, 94% identificam ofertas suspeitas de serviços de streaming, 92% reconhecem permissões que devem ou não ser concedidas a aplicativos e 89% compreendem como dispositivos podem ser infectados por malware. Contudo, apenas 6% sabem proteger adequadamente a rede Wi‑Fi doméstica, 5% entendem plenamente os riscos de privacidade ao usar ferramentas de inteligência artificial no trabalho e 9% conhecem os metadados coletados por provedores de internet.

No total, 5% das participantes foram classificadas como "Cyber Stars", nível mais alto de domínio em privacidade digital. A maioria (59%) está no grupo "Cyber Adventurers" e 33% são "Cyber Tourists", indicando que, embora exista consciência sobre ameaças, ainda falta aprofundamento técnico.

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