f ⌾
Segunda, 28 de Setembro de 2026
25°C 41°C
Nova Alvorada do Sul, MS
Publicidade

Dmytro Rukin diz como é ter uma fintech licenciada no Brasil

Após autorização do Banco Central do Brasil para operar no país, o empresário Dmytro Rukin, fundador e CEO da LaFinteca, analisa os desafios de con...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
22/05/2026 às 22h46
Dmytro Rukin diz como é ter uma fintech licenciada no Brasil
La Finteca - Reprodução

A LaFinteca, fintech com escritórios em São Paulo e Barcelona, recebeu recentemente uma autorização do Banco Central do Brasil (BCB) para operar em território nacional como Instituição de Pagamento Emissora de Moeda Eletrônica (EMI).

Uma avaliação feita por Dmytro Rukin, fundador da empresa, publicada na plataforma de tecnologia HackerNoon, mostra os caminhos de quem tem acompanhado de perto os obstáculos enfrentados por empresas estrangeiras ao tentar se estabelecer no país.

Segundo o artigo dele, a América Latina, e especialmente o Brasil, apresenta um ambiente promissor, mas repleto de particularidades que costumam surpreender fundadores de empresas que nasceram no exterior. Entre os principais desafios está o nível de exigência regulatória, que demanda planejamento antecipado e estrutura robusta desde os primeiros passos da operação.

No centro desse cenário está o Banco Central do Brasil, responsável por supervisionar e autorizar o funcionamento de instituições financeiras e de pagamento. Nos últimos anos, a autoridade tem intensificado a fiscalização e ampliado as exigências para empresas do setor, o que tem levado fintechs a reverem seus modelos de atuação.

De acordo com a análise de Rukin, muitas empresas ainda tentam entrar no mercado por caminhos indiretos, como parcerias com instituições já licenciadas ou estruturas operacionais alternativas. Embora essas estratégias possam acelerar o início das atividades, elas tendem a limitar a autonomia das fintechs e aumentar a exposição a mudanças regulatórias.

Na contramão desse movimento, a LaFinteca optou por buscar sua própria licença para operar no Brasil. A decisão, segundo o executivo, exigiu mais tempo e investimento, mas trouxe maior controle sobre as operações e mais segurança jurídica para clientes e parceiros.

"Construir a LaFinteca com a devida licença do Banco Central do Brasil significou comprometer-me com um processo que não se adapta ao meu cronograma. As negociações com os órgãos reguladores seguem seu próprio ritmo. A confiança com parceiros e clientes locais se constrói lentamente. Não há atalhos para a credibilidade aqui, e aprendi rapidamente que tentar impor a velocidade de execução europeia aos prazos regulatórios brasileiros gera mais atrito do que progresso", avalia Rukin, fundador da LaFinteca.

O avanço das regras e o aumento da supervisão indicam uma mudança de postura no mercado. Empresas que operam em modelos menos estruturados começam a enfrentar pressão para se adequar às normas vigentes, sob risco de restrições ou até de interrupção das atividades.

Nesse contexto, a leitura de Rukin é que a disciplina regulatória deixou de ser apenas uma obrigação e passou a representar um diferencial competitivo. Para ele, fintechs que investem desde cedo em governança, compliance e estrutura operacional tendem a construir bases mais sólidas e sustentáveis.

Apesar dos desafios, o executivo vê o Brasil como um mercado estratégico. "É um ambiente complexo, mas que recompensa quem está preparado para operar dentro das regras", afirma.

A análise reforça uma tendência crescente no setor: em um cenário de maior fiscalização, a confiança institucional e a capacidade de adaptação às normas podem se tornar fatores decisivos para o sucesso das fintechs no país.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Divulgação/Grupo RG Eventos
Tecnologia Há 47 minutos

Bancos respondem por fraudes com biometria de idosos

Entendimento do Superior Tribunal de Justiça dispensa o consumidor idoso de provar má-fé em contratações fraudulentas; José de Souza Junior, advogado especialista em fraudes bancárias e diretor-jurídico do Grupo RG Eventos, analisa os limites da v...

Imagem gerada por IA
Tecnologia Há 1 hora

IA avança do apoio à decisão ao planejamento fabril

Especialista em ERPs explica que a inteligência artificial deixa de apoiar apenas a análise de dados na indústria e passa a integrar o planejamento contínuo da produção, unindo pedidos, estoques e capacidade fabril em tempo real

Divulgação Falconi
Tecnologia Há 2 horas

Falconi investe R$ 100 milhões em IA e tecnologia

Falconi investiu R$ 100 milhões em inteligência artificial e tecnologia entre 2022 e 2026, abrangendo nuvem, licenças de machine learning, LLMs generativos, contratação de especialistas e capacitação interna. O programa já gerou crescimento de 27,...

Divulgação Hablla
Tecnologia Há 3 horas

Hablla lança Hablla One com automação por linguagem natural

Plataforma apresenta Playbooks para criar fluxos conversacionais com IA e reúne canais oficiais e módulos para criadores de conteúdo, PMEs, agências e franquias. O lançamento será na Feira do Empreendedor do Sebrae, em São Paulo.

Modulocker/Imagem
Tecnologia Há 5 horas

Golpes com falsos entregadores deixam condomínios em alerta

O aumento das entregas em condomínios também intensifica a preocupação com golpes de falsos entregadores, que usam encomendas como pretexto para acessar áreas restritas. Além de protocolos de verificação, armários inteligentes ajudam a reduzir ris...