
O castelo construído pelo cantor José Rico poderá se transformar em um museu dedicado à música sertaneja, em um projeto que começou a ser analisado pela Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo.
A administração municipal declarou o imóvel como área de utilidade pública, iniciando estudos técnicos e jurídicos para avaliar uma possível desapropriação. A proposta busca transformar o espaço em um centro cultural voltado à preservação da história sertaneja.
O castelo possui cerca de 48 mil metros quadrados e mais de 100 quartos. Inspirado em construções medievais, o imóvel começou a ser construído na década de 1990 e se tornou um dos símbolos da trajetória do cantor.
José Rico sonhava em utilizar o local como residência e também como espaço ligado à música, mas a obra nunca foi totalmente concluída.
Após a morte do artista, em 2015, o imóvel passou por períodos de abandono e deterioração. Imagens recentes mostram infiltrações, pichações, janelas quebradas e áreas tomadas pelo mato. O castelo também já foi alvo de tentativas de venda e processos judiciais relacionados ao espólio do cantor.
A Prefeitura de Limeira informou que pretende buscar apoio financeiro de governos e da iniciativa privada para viabilizar o projeto. A ideia é transformar o espaço em um ponto turístico e cultural de referência para a música sertaneja brasileira.
Especialistas avaliam que a iniciativa pode fortalecer a preservação da cultura popular e impulsionar o turismo regional. O museu também serviria para manter vivo o legado de uma das duplas mais importantes da história sertaneja.
O projeto ainda depende de estudos de viabilidade econômica e estrutural. Mesmo assim, a proposta já desperta interesse entre fãs da música sertaneja e admiradores da trajetória de José Rico.