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Governo avalia aumentar mistura de etanol na gasolina para 32%

Proposta busca ampliar uso de biocombustíveis, reduzir dependência de combustíveis fósseis e fortalecer o setor sucroenergético

Por: Redação Fonte: Agro em Campo, Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
11/06/2026 às 07h00
Governo avalia aumentar mistura de etanol na gasolina para 32%
Foto: Reprodução Internet

O governo federal estuda elevar de 27% para 32% a quantidade de etanol anidro misturada à gasolina comercializada no Brasil. A proposta faz parte de uma estratégia voltada à ampliação do uso de combustíveis renováveis, à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento da cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

A medida ainda está em fase de avaliação técnica e depende de estudos sobre os impactos nos veículos, no mercado de combustíveis e na logística de abastecimento. Caso seja aprovada, a mudança representará uma das maiores alterações na composição da gasolina brasileira nos últimos anos.

O Brasil já possui uma das maiores participações de biocombustíveis na matriz energética do transporte mundial. Atualmente, a gasolina vendida nos postos contém 27% de etanol anidro, percentual considerado elevado quando comparado a outros países.

Com a proposta de aumento para 32%, o governo pretende ampliar ainda mais a participação de fontes renováveis no setor de transportes. A expectativa é reduzir a necessidade de combustíveis fósseis, diminuir a emissão de poluentes e fortalecer a política de transição energética.

Especialistas do setor apontam que o Brasil possui condições favoráveis para a ampliação do uso do etanol devido à forte produção de cana-de-açúcar e à ampla presença de veículos flex em circulação.

Antes da implementação da medida, órgãos técnicos e representantes da indústria automotiva avaliam possíveis impactos no desempenho dos motores, no consumo de combustível e na durabilidade dos veículos.

Segundo os estudos preliminares, grande parte da frota nacional é composta por veículos flex, desenvolvidos para operar com diferentes proporções de etanol e gasolina. Ainda assim, testes específicos são realizados para verificar eventuais efeitos em veículos mais antigos ou em modelos importados.

O governo afirma que qualquer alteração só será implementada após a conclusão das avaliações técnicas e a comprovação de que não haverá prejuízos significativos aos consumidores.

A possível ampliação da mistura é vista com entusiasmo por representantes do setor sucroenergético. O aumento da demanda por etanol pode estimular investimentos, ampliar a produção e gerar novos empregos em regiões produtoras.

Além disso, a medida pode contribuir para aumentar a competitividade do etanol no mercado interno, fortalecendo uma cadeia econômica que possui papel relevante na geração de renda e no desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Outro fator considerado pelo governo é o compromisso com metas de redução de emissões de carbono. O etanol é considerado um combustível renovável com menor impacto ambiental quando comparado à gasolina derivada do petróleo.

A ampliação da mistura pode contribuir para a redução das emissões do setor de transportes, um dos principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa no país.

Apesar da sinalização positiva, a mudança ainda não foi oficialmente aprovada. O governo segue avaliando relatórios técnicos e discutindo a proposta com representantes da indústria automotiva, produtores de biocombustíveis e órgãos reguladores.

Caso a medida avance, o Brasil poderá ampliar ainda mais sua posição de destaque mundial na utilização de combustíveis renováveis, reforçando a estratégia de diversificação energética e redução da dependência de derivados de petróleo.

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