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Nova regra do Simples Nacional muda emissão de notas fiscais de serviços a partir de setembro

Empresas terão de utilizar plataforma nacional e preencher novos campos ligados à Reforma Tributária

Por: Redação Fonte: iG Economia.
17/06/2026 às 12h00
Nova regra do Simples Nacional muda emissão de notas fiscais de serviços a partir de setembro
Foto: Reprodução Internet

Microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional deverão se preparar para uma importante mudança na emissão de notas fiscais de serviços. A partir de 1º de setembro de 2026, a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) passará a ser realizada obrigatoriamente por meio do Emissor Nacional, plataforma unificada disponibilizada pelo Governo Federal.

A alteração faz parte do processo de modernização do sistema tributário brasileiro e está diretamente relacionada à implementação da Reforma Tributária, que prevê a criação de novos tributos e a integração das informações fiscais em âmbito nacional.

Atualmente, a emissão de notas fiscais de serviços varia de acordo com cada município. Enquanto algumas cidades possuem sistemas próprios, outras já utilizam a plataforma nacional. Com a nova regra, todas as empresas enquadradas no Simples Nacional que prestam serviços deverão utilizar o mesmo sistema de emissão, independentemente da cidade onde atuam.

Segundo especialistas, a medida busca reduzir a burocracia, padronizar procedimentos e facilitar o compartilhamento de informações entre União, estados e municípios. Além disso, a unificação permitirá maior integração dos dados tributários, contribuindo para a adaptação ao novo modelo fiscal brasileiro.

Além das informações tradicionais já exigidas nas notas fiscais, como dados do prestador, do cliente, descrição do serviço e valor cobrado, os contribuintes precisarão preencher novos campos relacionados à Reforma Tributária.

Entre os principais estão:

  • NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços);
  • cIndOp (Código Indicador da Operação);
  • cClassTrib (Código de Classificação Tributária).

Esses códigos serão responsáveis por identificar o serviço prestado, determinar o local da operação e definir quais regras tributárias deverão ser aplicadas em cada caso.

Um dos pontos que exigirá maior atenção dos empresários será o preenchimento do NBS, sigla para Nomenclatura Brasileira de Serviços.

O código funciona como uma classificação nacional padronizada dos serviços prestados. Cada atividade econômica possui uma identificação específica, que será utilizada para definir a tributação adequada da operação.

A correta informação desse código será fundamental para o cálculo dos novos tributos criados pela Reforma Tributária. Especialistas alertam que erros no preenchimento podem gerar inconsistências fiscais, rejeição de notas e problemas futuros com o Fisco.

As mudanças estão ligadas à chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos que substituirão gradualmente impostos atuais.

O IBS substituirá o ICMS e o ISS, enquanto a CBS assumirá o papel atualmente desempenhado pelo PIS e pela Cofins. A adaptação dos sistemas de emissão de notas fiscais é considerada uma etapa fundamental para viabilizar a transição para o novo modelo tributário.

Diante das novas exigências, especialistas orientam que empresários e prestadores de serviços procurem seus contadores o quanto antes para revisar cadastros, atualizar sistemas e identificar corretamente os códigos exigidos pela legislação.

A recomendação é que as empresas iniciem a adaptação antes da entrada em vigor da regra, evitando dificuldades operacionais e possíveis problemas na emissão de documentos fiscais após setembro.

Apesar das novas obrigações, o governo argumenta que a medida trará benefícios no médio e longo prazo. A padronização nacional deverá reduzir divergências entre municípios, simplificar processos para empresas que atuam em diferentes localidades e aumentar a eficiência do controle tributário.

A mudança representa mais um passo na implementação da Reforma Tributária e exigirá atenção especial de milhões de pequenos negócios em todo o país, que terão de se adequar às novas regras para continuar emitindo notas fiscais de serviços sem interrupções.

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