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De SEO a IA: presença digital requer metodologia

Matheus Silveira, CEO da Quality SMI, explica que uma operação madura no ambiente digital começa com um modelo de atribuição funcional e uma arquit...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
25/06/2026 às 16h05
De SEO a IA: presença digital requer metodologia
Imagem do Magnific/freepik

Quando o assunto é engajamento digital, a América Latina é a região com os maiores níveis. De acordo com dados do Emarketer, repercutidos pelo site Meio&Mensagem, o uso de mobile é 27% maior do que a média global. A diferença chega a 46% nas redes sociais. Os hábitos digitais também influenciam as decisões de compra, com 38,9% dos consumidores fazendo pesquisas em buscadores antes de adquirir um produto.

Para Matheus Silveira, CEO da agência de marketing digital Quality SMI, é inegável que há um crescimento da presença digital na América Latina. Esse fenômeno, porém, vem acompanhado do que ele vê como uma falta de metodologia no mercado.

"O erro mais comum é tratar a presença digital como sinônimo de visibilidade. Muitas empresas investem em canais antes de ter clareza sobre arquitetura de informação, estrutura de URLs, sinais de autoridade e intenção de busca. O resultado é tráfego sem conversão", alerta Silveira.

"Outro erro é a ausência de diagnóstico técnico antes da execução: entrar no jogo sem entender o estado atual do site, os gaps de indexação e a cobertura semântica é o caminho mais rápido para desperdiçar investimento", complementa o CEO.

Um exemplo é o Search Engine Optimization (SEO), como é chamado o conjunto de técnicas usadas para melhorar a posição de um site nos resultados orgânicos de buscadores como Google. Em uma pesquisa feita no Brasil pela i-Cherry em 2025, 74% das empresas disseram que o SEO é muito importante para alcançar os seus objetivos, mas 53% não possuem um plano de ação claro ou fazem otimização sem um propósito definido.

"Uma operação técnica madura entende que cada página tem uma função, cada link tem valor e cada dado de desempenho alimenta a próxima decisão. A maturidade se mede pela previsibilidade dos resultados, não pela quantidade de ações executadas por mês", ressalta Silveira.

Ele diz que SEO, GEO, tráfego pago, criação de sites e arquitetura da informação costumam ser tratados separadamente por muitas empresas. No entanto, a integração dessas frentes é importante para a geração de resultados consistentes, argumenta.

Isso se deve ao fato de o comportamento das pessoas e do algoritmo serem integrados. Um usuário que descobre, por exemplo, uma marca de forma orgânica pode ser impactado por remarketing e converter em uma landing page, interagindo com três frentes ao mesmo tempo.

Se essas frentes foram construídas por equipes diferentes, sem comunicação, a experiência é fragmentada e aumenta o custo de aquisição. Do lado técnico, um site com arquitetura de informação fraca prejudica tanto o rastreamento do Googlebot quanto a experiência do usuário que chegou via mídia paga, ressalta Silveira.

"O GEO depende de sinais de entidade que precisam estar presentes na estrutura do site, no schema markup, nos conteúdos e nas menções externas. Não dá para fazer GEO sem que SEO técnico e conteúdo estejam alinhados", afirma o executivo.

IA

O uso de inteligência artificial (IA) generativa nos buscadores também exige atenção. Se antes empresas como o Google se limitavam a entregar os links, atualmente há a geração de uma resposta por IA. Logo, se um usuário pesquisar "qual o melhor tênis para fazer caminhada?", ele lerá um texto produzido pela IA antes de baixar o cursor para os links de páginas de e-commerce.

"É preciso ser uma fonte legível para modelos de linguagem, o que significa conteúdo com autoridade clara, dados estruturados, markup semântico e coerção de entidade em múltiplos pontos da web. Empresas que ainda operam com SEO de palavra-chave isolada, sem pensar em cobertura de tópico e sinais de E-E-A-T, vão perder espaço nas respostas geradas por IA antes de perceber o movimento", salienta Silveira.

Os sinais de E-E-A-T aos quais ele se refere são critérios que o Google usa para avaliar a qualidade e a confiabilidade de um conteúdo. A sigla vem do inglês e significa: experience ("experiência"), expertise ("especialização"), authoritativeness ("autoridade") e trustworthiness ("confiabilidade").

O segundo ponto mencionado é a velocidade de adaptação: os critérios de qualidade estão se atualizando em ciclos mais curtos. Assim, empresas que não têm estrutura interna ou parceiro técnico capacitado para acompanhar essas mudanças podem acumular déficit competitivo.

SEO internacional

De acordo com o executivo, o SEO internacional tem ganhado espaço entre empresas que desejam expandir mercados, trazendo principais desafios e oportunidades para marcas latino-americanas que querem aumentar sua presença digital fora de seus países de origem.

O segundo desafio é a arquitetura: a decisão entre subdomínio, subdiretório e ccTLD tem implicações diretas sobre como a autoridade do domínio se distribui entre mercados. A sigla ccTLD faz referência ao domínio de topo com código de país. Em outras palavras, o final do site, que indica para qual local ele é direcionado — no caso do Brasil, usa-se ".com.br".

"No contexto de GEO, há uma oportunidade para marcas que construírem entidade forte no seu país de origem, já que modelos de linguagem tendem a referenciar fontes com consistência de informação em múltiplos pontos. Empresas que investirem na construção de entidade agora têm vantagem sobre concorrentes que ainda tratam presença internacional como tradução de site", pontua Silveira.

Na hora de escolher uma agência parceira para buscar crescimento digital, as empresas devem levar em conta algumas características específicas, diz o executivo. Uma delas é a capacidade diagnóstica, ou seja, de entender o problema do cliente e traçar uma estratégia personalizada antes de tentar vender um produto.

"É necessário ter domínio técnico, especialmente em GEO e buscas com IA generativa, que já estão impactando a distribuição orgânica. Considero importante também a transparência de métricas: o parceiro precisa conectar ação a resultado de negócio, não apresentar relatório de vaidade. A diferença está em tratar cada projeto como um sistema, em que arquitetura, conteúdo, autoridade e distribuição de tráfego funcionam de forma coerente", conclui o CEO da Quality SMI.

Para saber mais, basta acessar: https://qualitysmi.com.br/

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