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Tecnologia reduz perdas no agronegócio e na cadeia de frios

Graças ao avanço da tecnologia, é possível identificar padrões de comportamento que antecedem falhas mecânicas no sistema de refrigeração, permitin...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
02/07/2026 às 15h48
Tecnologia reduz perdas no agronegócio e na cadeia de frios
Divulgação Ikonn

Antes de chegar à mesa da população, os produtos do agronegócio e da cadeia de frios passam por uma complexa logística. Nesse processo, temperatura, tempo, armazenamento e transporte corretos são fundamentais para que o alimento seja comercializado em condições ideais de consumo e não haja perdas de mercadorias para a empresa.

Andre Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa especializada em monitoramento e rastreamento, explica que a tecnologia tem desempenhado um papel importante para garantir a boa conservação e a qualidade dos produtos. No caso da agricultura, as soluções digitais têm crescido três vezes mais rápido do que a média, segundo o Observatório de Patentes e Tecnologia da Organização Europeia de Patentes (OEP).

O empresário cita um exemplo da própria Ikonn: a empresa utiliza tecnologia Bluetooth Low Energy (BLE) e sensores de alta fidelidade, entregando um controle de temperatura em tempo real, com alertas instantâneos de desvios. É possível identificar padrões de comportamento térmico que antecedem uma falha mecânica no sistema de refrigeração, permitindo manutenção preventiva antes da perda da carga. 

Em um setor competitivo como o agronegócio — que responde por 48,5% das exportações do país, segundo dados do governo —, empresas capazes de usar a tecnologia como ferramenta de competitividade tendem a se diferenciar daquelas que apenas acompanham tendências sem obter ganhos reais de produtividade, afirma o CEO.

Nesse ponto, a maior diferença está na autonomia e na soberania de dados, diz André Luiz Ota. “As empresas que apenas acompanham tendências costumam comprar soluções engessadas e padronizadas de mercado, tornando-se dependentes de fornecedores que muitas vezes são seus próprios concorrentes indiretos”, observa o executivo.

Por outro lado, o uso de plataformas robustas no modelo white label permite customizar as regras operacionais para a realidade do agro ou do frio, manter a marca própria, escalar a operação sem carregar custos inflados de desenvolvimento interno e, acima de tudo, garantir a propriedade e a segurança dos dados gerados, o que eleva drasticamente o seu valor de mercado (valuation), ressalta o especialista da Ikonn.

O executivo destaca ainda a tecnologia como aliada para cumprir as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e os critérios internacionais de exportação do agronegócio. Ele explica que a Ikonn possui soluções capazes de produzir relatórios detalhados para atender normas sanitárias rigorosas, buscando garantir a rastreabilidade desde a origem até o destino final. 

A empresa também atua com telemetria de máquinas pesadas, horímetros, controle de consumo de combustível e rotação de motor para otimizar o custo por hectare trabalhado no agronegócio, além de cercas inteligentes e gestão de área. Isso abrange o monitoramento automático de plantio e colheita, com alertas de entrada em áreas de preservação ou saída de perímetro de segurança.

No entanto, apesar dos avanços tecnológicos, ainda há desafios e gargalos a serem enfrentados, pondera André Luiz Ota. A visão fragmentada da operação é, na visão do executivo, o principal erro que compromete a eficiência operacional das empresas do agronegócio e da cadeia de frio.

“O tempo e a temperatura são implacáveis; uma variação de poucos graus ou um atraso logístico destrói o valor de uma carga inteira. Muitas empresas ainda gerenciam frotas olhando apenas o 'onde o caminhão está' (rastreamento tradicional), em vez de monitorar 'como a carga está' (telemetria de sensores e cadeia de frio)”, especifica.

Outro erro grave é a dependência de sistemas legados ou plataformas terceiras que não conversam entre si, o que gera gargalos de comunicação, atrasa tomadas de decisão e causa a obsolescência tecnológica antes mesmo que o investimento se pague, complementa ele.

André Luiz Ota considera que, em muitos casos, faltam camadas de inteligência artificial preditiva que automatizem alertas e transformem linhas de posições geográficas e relatórios de temperatura em ações preventivas.

“Se o gestor precisa olhar um relatório no fim do dia para descobrir que uma câmara fria falhou pela manhã, a informação perdeu a utilidade. O dado só gera retorno financeiro e valuation se ele for acionável em tempo real para evitar o sinistro ou a perda da carga”, declara o CEO.

O futuro, para ele, está na automação e na integração total com Internet das Coisas (IoT). “Veremos uma mudança definitiva do monitoramento reativo para o gerenciamento preditivo guiado por IA. Sensores inteligentes não vão apenas dizer a temperatura atual, mas prever que um compressor de refrigeração vai falhar nas próximas duas horas com base no padrão de oscilação”, avalia.

Além disso, a descentralização de tecnologia via plataformas white label permitirá que pequenas e médias centrais de rastreamento ofereçam soluções tão robustas quanto as multinacionais, democratizando o acesso à alta tecnologia e acelerando fusões e investimentos no setor, finaliza o CEO da Ikonn.

Para saber mais, basta acessar: https://www.ikonn.com.br/

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