
O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), aos 60 anos, na Santa Casa da Capital, em decorrência de complicações cardíacas. Bernal estava internado após apresentar um agravamento no quadro de saúde enquanto cumpria prisão preventiva no Presídio Militar Estadual.
Segundo informações divulgadas por sua defesa e confirmadas por veículos de imprensa, o ex-prefeito sofreu um infarto no início de julho e foi submetido a um procedimento de cateterismo. Durante o tratamento, também passou por intervenções para desobstrução de artérias com implantação de stents, permanecendo internado por alguns dias antes de retornar ao presídio.
Nos últimos dias, Bernal voltou a apresentar complicações de saúde e foi novamente encaminhado à Santa Casa. Conforme informações médicas, ele sofreu um novo infarto durante a madrugada desta segunda-feira. O quadro evoluiu para choque cardiogênico e trombose aguda dos stents implantados anteriormente. Apesar das tentativas de reanimação da equipe médica, o ex-prefeito não resistiu e o óbito foi confirmado por volta de 0h35.
Bernal estava preso preventivamente desde março deste ano. Ele respondia a processo criminal pela morte do auditor fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, ocorrida durante uma disputa envolvendo a posse de um imóvel em Campo Grande. O ex-prefeito havia sido pronunciado para ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes imputados no caso.
Nos dias que antecederam sua morte, a defesa apresentou à Justiça um pedido de prisão domiciliar humanitária, alegando que o estado de saúde do ex-prefeito exigia repouso e acompanhamento médico especializado. Os advogados sustentaram que o retorno ao Presídio Militar representava risco elevado, inclusive de morte súbita. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça.
Natural de Corumbá, Alcides Bernal construiu sua carreira na política como vereador, deputado estadual e, posteriormente, prefeito de Campo Grande. Ele foi eleito para comandar a Capital em 2012 e teve uma trajetória marcada por disputas políticas e decisões judiciais, incluindo a cassação do mandato em 2014 e o retorno ao cargo por determinação do Tribunal de Justiça em 2015, permanecendo na Prefeitura até o fim do mandato, em 2016.
A morte de Bernal encerra uma trajetória política de grande repercussão em Mato Grosso do Sul, marcada por momentos de protagonismo na administração pública e por processos judiciais que tiveram ampla repercussão estadual.