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De missionária a policial rodoviária: por onde andam os ex-integrantes do É o Tchan?

Mais de 30 anos após o sucesso que marcou o axé brasileiro, artistas que fizeram parte do grupo seguiram caminhos diferentes: alguns permaneceram na música e na dança, enquanto outros mudaram completamente de profissão.

Por: Redação Fonte: UOL splash
12/08/2026 às 06h30
De missionária a policial rodoviária: por onde andam os ex-integrantes do É o Tchan?
Foto: Reprodução Internet

A história dos ex-integrantes do É o Tchan! mostra como os artistas que fizeram sucesso durante o auge do grupo seguiram caminhos diferentes ao longo dos anos. Mais de três décadas depois do surgimento do fenômeno do axé, alguns continuam ligados à música, à dança e ao entretenimento, enquanto outros construíram novas carreiras completamente diferentes da vida nos palcos.

Entre os antigos integrantes estão artistas que atualmente trabalham em áreas como restauração de imóveis, atividades religiosas, segurança pública, psicologia, publicidade e música. As mudanças mostram como a trajetória profissional de cada um tomou rumos distintos depois dos anos de grande exposição nacional.

Jacaré deixou a dança e vive no Canadá

Edson Cardoso, conhecido nacionalmente como Jacaré, integrou o É o Tchan! entre 1995 e 2006. Atualmente com 54 anos, ele vive em Vancouver, no Canadá, onde construiu uma nova carreira longe dos palcos e da televisão.

Jacaré trabalha como supervisor de restauração em uma empresa especializada na recuperação de casas atingidas por alagamentos e incêndios. Ele também participa de campanhas publicitárias, mantendo alguma ligação com a área artística.

Carla Perez entre Brasil e Estados Unidos

Carla Perez foi uma das figuras mais conhecidas da formação clássica do grupo. Ela participou do É o Tchan! entre 1995 e 1998 e posteriormente retornou entre 2004 e 2005.

Atualmente, Carla divide sua vida entre Brasil e Estados Unidos, onde vive ao lado do marido, o cantor Xanddy. Em fevereiro de 2026, ela encerrou uma trajetória de 25 anos à frente do bloco infantil Pipoca Doce, antigo Algodão Doce, no Carnaval de Salvador.

Scheila Carvalho mantém rotina de treinos e projetos

Scheila Carvalho entrou para o grupo em 1997, depois de vencer um concurso promovido pelo programa do Faustão. Ela permaneceu no É o Tchan! até 2006 e se tornou uma das integrantes mais lembradas pelo público.

Aos 52 anos, Scheila vive em Salvador e continua presente nas redes sociais. Atualmente, compartilha conteúdos relacionados a treinos, maturidade e projetos publicitários ligados ao bem-estar.

Ela também participou de apresentações da turnê comemorativa dos 30 anos do grupo.

Sheila Mello trocou parte dos palcos pelos estudos

Sheila Mello entrou para o É o Tchan! em 1998, após vencer outro concurso do programa de Faustão. A dançarina permaneceu no grupo até 2003 e ficou conhecida nacionalmente como uma das principais “Loiras do Tchan”.

Atualmente com 48 anos, Sheila divide seu tempo entre os estudos de psicologia em São Paulo, projetos relacionados à dança e viagens internacionais. Ela também mantém presença ativa nas redes sociais, onde compartilha momentos de sua rotina e da vida com a filha Brenda.

Assim como Scheila Carvalho, Sheila Mello participou de apresentações da turnê que celebrou os 30 anos do grupo.

Débora Brasil escolheu a vida religiosa

Débora Brasil fez parte do É o Tchan! entre 1995 e 1997 e posteriormente participou de uma turnê do grupo entre 2004 e 2005.

Depois de deixar os palcos do axé, ela seguiu um caminho completamente diferente. Atualmente, atua como missionária evangélica e cantora gospel, dedicando-se à pregação e à música religiosa.

Nas redes sociais, Débora compartilha conteúdos relacionados à fé, cultos e louvores, mostrando uma mudança significativa em relação à carreira que construiu durante os anos em que integrou o grupo.

Silmara Miranda virou policial rodoviária federal

Outra transformação ocorreu na vida de Silmara Miranda, que integrou o É o Tchan! entre 2003 e 2006.

Depois de deixar a carreira artística, ela se formou em jornalismo e decidiu investir nos estudos para concursos públicos. Em 2020, tomou posse como policial rodoviária federal e atualmente atua em Brasília, na fiscalização das rodovias do Distrito Federal.

Por causa da dedicação exclusiva exigida pela profissão, Silmara ficou de fora de alguns shows de reencontro do grupo.

Renatinho da Bahia continuou na música

Renatinho da Bahia assumiu os vocais do É o Tchan! entre 2000 e 2006, substituindo Beto Jamaica. Ele chegou ao grupo depois de vencer um concurso para ocupar o posto.

Depois da saída, estudou culinária, mas não abandonou a música. Seguiu carreira solo e continua trabalhando como cantor. Em 2025, lançou a música “As Mais de 1000”, em parceria com Gretchen, para celebrar seus 30 anos de carreira.

Atualmente, o artista segue em turnê internacional.

Tony Salles também construiu carreira própria

Tony Salles integrou o É o Tchan! entre 2002 e 2006, assumindo o posto que havia sido ocupado por Compadre Washington. Na época, ele já era conhecido por sua passagem pelo Parangolé.

Após deixar o grupo, Tony retornou ao Parangolé e alcançou grande sucesso com o hit “Rebolation”. Em 2024, anunciou sua saída da banda para seguir carreira solo.

Além da trajetória musical, Tony também é conhecido por sua relação com Scheila Carvalho, com quem é casado.

E os fundadores do grupo?

Beto Jamaica e Compadre Washington, fundadores do É o Tchan!, também passaram por períodos fora da formação principal. Os dois deixaram o grupo no início dos anos 2000 para seguir carreira solo, mas posteriormente retornaram.

Beto Jamaica voltou em 2010, enquanto Compadre Washington retornou em 2011. Os dois continuam ligados ao É o Tchan!, que mantém atividades e apresentações mesmo décadas depois de seu auge.

Um grupo que marcou uma geração

O sucesso do É o Tchan! ultrapassou a música. As coreografias, os figurinos, os concursos de dançarinas e os personagens que passaram pelo grupo fizeram parte da cultura popular brasileira e ajudaram a transformar seus integrantes em celebridades nacionais.

Mais de 30 anos depois, as histórias desses artistas mostram que o fim de uma fase não significou necessariamente o fim de suas carreiras. Alguns permaneceram próximos da música e da dança, enquanto outros mudaram completamente de profissão e construíram novas identidades longe dos holofotes.

A diversidade dos caminhos seguidos pelos ex-integrantes ajuda a explicar por que os nomes do É o Tchan! continuam despertando interesse. Mesmo com trajetórias diferentes, todos carregam em comum a participação em um dos capítulos mais populares da história do axé brasileiro.

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