
A influenciadora digital Evelyn Lima Dantas, de 21 anos, foi morta a tiros na madrugada de quarta-feira (16), em Mãe do Rio, no nordeste do Pará. Segundo informações divulgadas pelas autoridades e pelo portal iG, dois homens teriam invadido a residência onde a jovem estava, rendido os moradores e a arrastado para a parte da frente do imóvel, onde ela foi atingida por disparos.
O crime aconteceu por volta das 3h30, no bairro São Francisco. Após os disparos, os suspeitos deixaram o local em um veículo. O corpo de Evelyn foi encontrado na calçada da residência. A Polícia Militar foi acionada depois que moradores ouviram os tiros e realizou o isolamento da área para preservar o local para a perícia.
O caso ganhou repercussão também pelo histórico recente da vítima. Evelyn havia sido presa em julho durante uma investigação relacionada à morte do policial militar aposentado Antônio Anildo Alves da Silva, de 56 anos, assassinado em Mãe do Rio no dia 29 de julho.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, o policial foi morto a tiros por homens encapuzados quando estava nas proximidades de um supermercado. A investigação levou à prisão de Evelyn e de outros suspeitos. A jovem permaneceu presa durante parte das apurações, mas posteriormente conseguiu responder ao processo em liberdade.
O portal iG informa que Evelyn estava em liberdade provisória desde 9 de setembro, poucos dias antes de ser assassinada. Outros veículos que acompanharam o caso também registraram que a Justiça havia determinado medidas cautelares após a soltura.
Uma das principais linhas investigativas considera a possibilidade de que o assassinato da influenciadora tenha alguma relação com o caso envolvendo o policial aposentado. Entre as hipóteses analisadas está a de retaliação ou tentativa de eliminar alguém que pudesse ter informações sobre o crime anterior.
Essa possibilidade, porém, ainda não foi confirmada pelas autoridades. A motivação do homicídio permanece sob investigação. A Polícia Civil realiza diligências para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do ataque.
De acordo com o iG, após o assassinato, a sigla “TCP” teria sido pichada na fachada da residência. A sigla é associada ao Terceiro Comando Puro, organização criminosa originária do Rio de Janeiro. A presença da inscrição é considerada um elemento da investigação, mas, por si só, não comprova a autoria ou a participação de qualquer organização criminosa no homicídio.
Até a publicação das informações consultadas, ninguém havia sido preso pelo assassinato de Evelyn Dantas. A Polícia Militar informou que as equipes trabalham para identificar e localizar os envolvidos, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação do homicídio.
A Polícia Civil informou que foram solicitadas perícias e que testemunhas estão sendo ouvidas para auxiliar na apuração. Informações que possam contribuir para identificar os responsáveis podem ser repassadas às autoridades por meio do Disque-Denúncia 181, com garantia de sigilo.
O caso permanece em investigação, e as circunstâncias que levaram à execução da jovem deverão ser esclarecidas a partir dos depoimentos, perícias e demais elementos reunidos pelas forças de segurança.
Fonte principal: iG — Último Segundo. Informações complementares: Polícia Civil do Pará, O Liberal e Terra.