f ⌾
Segunda, 28 de Setembro de 2026
25°C 41°C
Nova Alvorada do Sul, MS
Publicidade

Dados se tornam o novo DNA da inteligência corporativa

Segundo o especialista em IA Breno Lobato, fundador do Grupo BLVR e da AYA, as informações deixaram de ser meros ativos intangíveis para se tornare...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
11/03/2026 às 17h54
Dados se tornam o novo DNA da inteligência corporativa
Imagem gerada por IA / DALL·E (OpenAI)

Na economia digital, os dados deixaram de ocupar um papel meramente operacional para se consolidarem como um dos principais ativos estratégicos das empresas. Segundo estudo da International Data Corporation (IDC), o volume global de dados estava estimado a ultrapassar 175 zettabytes até 2025, impulsionado pela expansão da computação em nuvem, da inteligência artificial e da digitalização dos negócios. Esse crescimento acelerado tem levado organizações de diferentes setores a investir de forma mais estruturada na organização, integração e governança das informações, transformando dados em base para decisões em tempo real, aumento de eficiência operacional e vantagem competitiva em mercados cada vez mais orientados por tecnologia.

Nesse contexto, companhias que conseguem transformar grandes volumes de dados em inteligência aplicada tendem a ganhar vantagem competitiva sustentável. Estudos internacionais indicam que empresas orientadas por dados — as chamadas data-driven — registram índices superiores de crescimento e rentabilidade em comparação às concorrentes.

Para Breno Lobato, especialista em IA e fundador do Grupo BLVR e da AYA, a próxima grande transformação do mundo corporativo não está nos modelos em si, mas na forma como as companhias tratam seus próprios ativos informacionais. Segundo ele, as informações deixaram de ser apenas ativos intangíveis para se tornarem a base genética da inteligência organizacional. "Dados não são ativos no balanço. São genes no DNA da inteligência corporativa", resume.

Na visão do executivo, companhias que ainda operam sob a lógica tradicional de business intelligence — focadas em relatórios e previsões — correm o risco de ficar estruturalmente atrás de concorrentes que já usam dados como insumo direto para criação. Hoje, agentes de IA podem assumir funções completas, da venda ao atendimento, da criação de campanhas à tomada de decisões operacionais, desde que sejam alimentados por bases proprietárias bem estruturadas, alinhadas ao negócio, à cultura e ao propósito da organização.

Essa mudança desloca o centro da estratégia empresarial: governança de dados deixa de ser um tema técnico e passa a ocupar a mesa do CEO. Dois negócios usando exatamente o mesmo modelo de IA podem gerar resultados radicalmente diferentes dependendo da curadoria informacional por trás do sistema. "A base de conhecimento proprietária se torna o verdadeiro diferencial competitivo. A IA é commodity. O que importa é o que você coloca dentro dela", afirma Breno.

Outro ponto-chave é a escala. Se antes crescer significava contratar mais pessoas, agora significa replicar inteligências bem treinadas. Um agente que aprende a vender com a voz, os argumentos e o posicionamento da empresa pode ser duplicado infinitamente, com custo marginal próximo de zero. Para Breno, a corrida não é por mais dados, mas pela combinação certa entre conhecimento teórico, histórico do negócio, processos operacionais e propósito organizacional — é essa nutrição que transforma uma inteligência genérica em vantagem competitiva real.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Tecnologia Há 5 horas

AI/R Compass UOL leva ao AWS Marketplace solução de IA que habilita empresas a acelerar a saída de mainframe

AI/Cockpit Smart Engineering já analisou mais de 15 milhões de linhas de código legado em clientes dos setores financeiro, de seguros e de bens de consumo

Imagem do Magnific/pressfoto
Tecnologia Há 5 horas

Errata: UNI FY inicia piloto do Pix Consignado em outubro

A UNI FY inicia em 2 de outubro o piloto controlado do Pix Consignado, com uma jornada digital de simulação, contratação e acompanhamento voltada a públicos elegíveis de convênios já integrados.

anatoliycherkas
Tecnologia Há 6 horas

Manufatura acelera modernização e demanda novas competências

A modernização da indústria avança, mas a preparação da força de trabalho ainda é um desafio. Segundo estudo da Manpower, 93% dos fabricantes esperam mudanças na força de trabalho provocadas pela robótica e pela manufatura inteligente, enquanto 60...

INTRALOG marketing
Tecnologia Há 6 horas

INTRA-LOG Expo encerra edição histórica com 8.417 visitantes

A terceira edição da INTRA-LOG Expo South America, realizada de 15 a 17 de setembro no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, encerrou com crescimento de 35% na visitação e o dobro de tamanho da edição de 2025. A feira recebeu 8.417 visitantes de áre...

Divulgação/Shutterstock
Tecnologia Há 7 horas

Duplicata escritural afeta empresas, saiba como se preparar

Nova dinâmica regulatória altera a forma como duplicatas são escrituradas, negociadas, registradas e pagas; integração entre ERP e sistemas de escrituração será essencial para reduzir riscos e simplificar a adaptação das empresas