
As regras de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficaram mais rígidas em 2026, refletindo os efeitos da reforma da Previdência aprovada em 2019. As mudanças elevam a idade mínima, aumentam a pontuação exigida e tornam o acesso ao benefício mais desafiador para os trabalhadores brasileiros.
Na regra de transição por idade mínima, mulheres precisam ter 59 anos e 6 meses de idade e pelo menos 30 anos de contribuição, enquanto homens devem atingir 64 anos e 6 meses com 35 anos de contribuição.
Outra exigência importante é a regra por pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, é necessário alcançar 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, seguindo a progressão anual definida pela reforma.
Já na aposentadoria por idade (regra permanente), as mulheres seguem uma transição até chegar a 62 anos, enquanto os homens permanecem com exigência fixa de 65 anos. Em ambos os casos, o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos.
A aposentadoria especial continua sendo uma alternativa para trabalhadores expostos a riscos, exigindo comprovação de atividade em condições nocivas por 15, 20 ou 25 anos, conforme o grau de exposição.
Em relação aos valores, o teto do INSS foi reajustado e passou a R$ 8.475 em 2026, acompanhando a correção anual.
Outro ponto relevante envolve o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o benefício corresponde, em regra, a 60% da média salarial, com acréscimo de 2% por ano de contribuição acima de 20 anos.
Com as mudanças, especialistas alertam para a importância do planejamento. Organização, acompanhamento do tempo de contribuição e atenção às regras são essenciais para garantir o acesso ao benefício no futuro.
O cenário reforça uma nova realidade: se aposentar exige mais tempo, disciplina e planejamento por parte dos trabalhadores.