
O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, após enfrentar complicações de um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. A morte foi confirmada por sua assessoria e repercutiu em veículos de comunicação como gshow, Metrópoles e Correio 24 Horas.
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho conquistou projeção nacional como um dos nomes populares da axé music. Começou sua trajetória musical na Banda Beijo e, em 1993, seguiu carreira solo.
O maior marco de sua carreira veio com “Milla”, sucesso que ganhou destaque em 1996 e se tornou presença constante em carnavais, micaretas e festas populares. Outras músicas, como “Menina”, “Beijo na Boca” e “Preciso de Você”, também ajudaram a consolidar seu nome na música brasileira.
Ao longo da carreira, Netinho participou de uma fase importante de expansão da axé music, levando o ritmo baiano a diferentes regiões do país e conquistando fãs de várias gerações.
Em 2013, o cantor enfrentou graves problemas de saúde, incluindo complicações hepáticas e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que exigiram internações e cirurgias. Após um longo período de recuperação, voltou aos palcos em 2017.
Em fevereiro de 2025, Netinho revelou ter sido diagnosticado com linfoma não Hodgkin do tipo B. Após anunciar a remissão da doença, em outubro daquele ano, informou, em maio de 2026, que o câncer havia retornado e que precisaria retomar o tratamento.
No fim de setembro, sua equipe comunicou uma nova internação em Salvador. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o quadro evoluiu com complicações que levaram à falência renal e à disfunção múltipla de órgãos.
Netinho deixa uma filha e uma trajetória marcada por sucessos que atravessaram décadas. Sua voz e suas canções ficaram associadas à história do Carnaval brasileiro e à popularização da axé music.
A música “Milla”, em especial, permanece como uma das marcas de sua carreira, lembrada por fãs que acompanharam o auge do gênero nos anos 1990 e por novas gerações que continuam ouvindo seus sucessos.
Fontes: gshow, Metrópoles, Correio 24 Horas e CNN Brasil.